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No dia 21 de fevereiro de 2020 no período da tarde, a minha turma (11°F) e duas outras turmas do 11º ano (C e E) visitaram a Fundação Calouste Gulbenkian e fizeram visitas guiadas aos dois museus lá existentes, estas inseriram-se no âmbito da disciplina de Filosofia e do estudo do problema da definição de arte: como distinguir as obras de arte de outro tipo de objetos?

Nessa tarde, começamos por visitar uma exposição gratuita: “Downtime / Tempo de Respiração” de Manon de Boer enquanto esperávamos que a nossa visita guiada começasse. Essa exposição foi algo de diferente para mim e todos os meus colegas, pois exigia, tal como o nome indica, um tempo de respiração/uma pausa para absorver e perceber o sentido da mensagem que a artista queria passar através de vídeos.

Em seguida, realizámos uma visita guiada à Coleção Moderna acompanhados por uma guia, bastante interativa, que nos foi fazendo perguntas acerca das obras e explicando depois o que observámos, nomeadamente a mensagem que o artista pretendeu transmitir, as correntes artísticas em que estavam inseridas as obras e o contexto histórico em que foram produzidas, seguindo uma linha cronológica. A ideia era que, ao tentarmos interpretar as obras, desenvolvêssemos um pouco mais o nosso pensamento crítico e criativo e foi muito interessante conhecermos mais sobre artistas mais recentes que não costumamos estudar.

Nesta visita explorámos vários quadros, entre os quais destaco os de Amadeo de Souza-Cardoso, visto que foi um dos artistas de quem a nossa guia mais falou, destacando alguns aspetos das obras analisadas por vezes surpreendentes, como por exemplo: o quadro onde se retratam cães galgos ter sido pintado sobre uma pintura já existente.

No final, tivemos também a possibilidade de ver outras obras de arte pertencentes à coleção. Entre essas obras, algumas delas fizeram-nos pensar “Isto é arte?”, o que, coincidentemente, era o nome da visita orientada e a questão com a qual fomos confrontados pela nossa guia ao contemplar diferentes obras de arte.

Concluindo, gostei imenso de visitar o museu e ter a experiência de ver obras, que nunca tinha visto, da Coleção Moderna. É sempre curioso e diferente vê-las “ao vivo e a cores”, ao contrário do que acontece normalmente aquando do estudo de algumas obras artísticas.

Por fim, acrescento que a obra que mais me surpreendeu foi um quadro, pintado a óleo, de um pedaço de carne que, inicialmente, parecia uma fotografia. Este faz parte da corrente artística do hiper-realismo e foi-nos o último quadro apresentado na visita guiada.

Nicoleta Manoli, 11º F

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